O PALÁCIO GUANABARA E A GUILHOTINA

Vi hoje em um dos telejornais que o STJ vai julgar uma causa de 123 anos em que os descendentes da família imperial brasileira reivindicam a propriedade do Palácio Guanabara.

Quando a Princesa Isabel se casou com o Conde D’Eu ganhou do Estado brasileiro 300 contos de reis de dote com os quais mandou edificar o dito Palácio. Com a proclamação da República, o imóvel foi desapropriado e revertido ao Estado que, afinal, foi quem proveu os recursos para a sua construção.

É inacreditável que tal processo tramite na justiça, como é inacreditável que uma chusma de sanguessugas dessa família ainda recebam laudemios dos moradores de Petrópolis.

Não me consta que descendentes de Luis Capeto , vulgo Luis XVI, reivindiquem a propriedade de Versailes ou de qualquer outro palácio que tenha estado às ordens da monarquia francesa.

Sou forçado a considerar que faltou guilhotina na Proclamação da República.